Na supremacia dos mares de Veneza tinha-se a capacidade para construir navios potentes, rápidos e numerosos. O segredo era o Arsenal, que era o verdadeiro coração da cidade. Aqui foram construídos navios até a metade da primeira guerra  mundial. É pouco lembrado que uma das últimas re-construções navais é o famoso barco de Américo Vespúcio, que um tempo depois foi pioneiro da marinha italiana.

Vale a pena descobrir o que foi a grande fábrica do passado. Antes do arsenal, os navios eram construídos em pequenas oficinas dispersas por toda a cidade: os famosos “Squeri”. Pouco depois de ano 1200, deu-se um passo decisório quando se concentrou e organizou a experiência anterior, toda a habilidade e o conhecimento de dezenas de pequenas empresas agora num só lugar de propriedade publica. Assim nasceu o Arsenal, que por mais de 400 anos tem se expandido, chegando, nessa época, a dimensões notórias. O que vemos atualmente é só uma pequena parte daquilo.

O Arsenal veneziano é uma das maravilhas de Itália que mais provoca a impressão dos estrangeiros. Aqui, num ciclo de produção auto-suficiente, se criavam as “Gáleas”. Pela primeira vez, aqui fora implantado o sistema produtivo de linha de montagem.

Por isto a organização do trabalho, a subdivisão de tarefas, o controle de qualidade sobre as matérias primas e a estandardização de muitas práticas produtivas conformaram os critérios modernos de fabricação.

Conta-se que no ano 1574, sob direção do Rei da França Enrique III, os homens que trabalhavam no Arsenal acordaram construir uma Gálea inteira no tempo que se fabrica uma cadeira.

O Arsenal é a única parte da Veneza circundada de um robusto complexo de muralhas destinadas a proteger os segredos que tornaram grande á “Sereníssima”. As Gáleas são navios construídos naquela época, e contam com 35 e 40 metros no largo, embora suas medidas no ancho não superassem os 15 metros, conferindo-lhes, a estas embarcações, a silueta de uma imensa e longa canoa que podia se deslizar pela água.

Manobrabilidade, velocidade, pontualidade segurança, estes são os elementos que destacaram á Gálea como a embarcação mais ótima para o transporte de cargas prezadas. As bagagens eram carregadas por entre 200 e 250 homens. Ter tantos homens ao bordo levava, indiscutivelmente, muitas vantagens, como o fato de se tornarem inatacáveis para os inimigos.

No começo o navio era mais rápido, e se movimentava sem ter o vento a seu favor, usando os remos (naquela época inexistiam os motores) o que garantia a pontualidade da chegadas das mercadorias.

Este itinerário nos levará a um dos lugares mais misteriosos de Veneza, conheceremos a construção das Gáleas e visitaremos o museu naval da cidade. Também percorreremos o bairro, o “sestiere” ou distrito, desconhecido para os turistas apresados.  Afirmo-lhes que será uma experiência fantástica.

Duração da excursão: meio dia-tou de 4 horas.

Preço: 200.00 por pessoa, para entre 1 e 6 pessoas.

Não incluso no preço:

Barcos (vaporetto) diário.

Entrada ao Museu Naval.